História de como começou um grupo de tribal no fallahi belly dance, sua história, sua trajetória, seus cursos, apresentações e tudo mais, e lógico amigos e ídolos do mundo tribal.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Um pouco de uma dança que deu margens para muitas culturas, conta histórias antigas e é maravilhosa
ESTILOS
DE DANÇA INDIANA
Elas têm encantado os ocidentais e
despertado cada vez mais interesse por aqui. Saiba mais sobre as variedades
praticadas e sobre os costumes por trás dessas belas manifestações
Texto • Geisa D'avo
Seis mil anos atrás. Acredita-se que tenha sido
nessa época que as primeiras manifestações da dança tenham surgido na Índia. De
lá para cá, seus movimentos – ora suaves, ora intensos – tornaram-se uma das
marcas registradas da riquíssima cultura daquele país, indo muito além de
simples manifestações artísticas.
De acordo com o Natya Shastra – um texto milenar
que define os princípios técnicos e estéticos da dança –, o objetivo dessa
prática é representar, por meio dos movimentos, os sentimentos humanos
(‘bhava’). É com essa ideia que dançarinos e dançarinas encantam quem os vê
dançar em toda a Índia – e, cada vez mais, também no Ocidente, onde vem
ocorrendo um crescente interesse por todas os aspectos da cultura indiana.
Praticada em diversas regiões, a dança acabou
ganhando traços diferentes de localidade para localidade. Hoje, podemos falar
em sete variedades clássicas: Odissi, Bharathanatyam, Kathak, Manipuri,
Kathakali, Mohiniyattam e Kuchipudi. Quer saber um pouquinho mais sobre cada
uma delas? Confira a seguir.
BHARATHANATYAM
ORIGEM – Nasceu em Tamil Nadu, ao sul da
Índia, e é tido como o mais antigo dos sete estilos clássicos.
SOM – Em geral, a melodia
é composta por flauta, violino, tambura e instrumentos de percussão típicos da
cultura indiana, como o nattuvangan. Além, é claro, do vocal.
ESSÊNCIA – É marcado por um
forte trabalho com os pés, que devem acompanhar cada batida da percussão. Sua
estética e forma tradicionais fogem ao ritmo da modernidade e estimulam a
evolução espiritual por meio de muita concentração e disciplina.
MANIPURI
ORIGEM – Como o próprio nome sugere, provém
de Manipur, no nordeste da Índia.
SOM – Para compor a
melodia comum à dança Manipuri, são utilizados a tambura, o kartal, flautas,
além de diversos instrumentos de percussão, como o pung.
ESSÊNCIA – Nesse estilo, como
manda a tradição, cabe aos dançarinos evitar que os movimentos de seus pés
sejam vistos. Por isso, a vestimenta deve cobri-los completamente e os
movimentos executados devem ser dotados de muita suavidade, privilegiando o
trabalho com os membros e o tronco.
ODISSI
ORIGEM – Concebido no leste da Índia, mais
precisamente no estado de Orissa.
SOM – Flauta, violino,
cítara, manjeera e tambura são alguns dos instrumentos mais comuns na
composição das músicas que acompanham a dança.
ESSÊNCIA – Com a chegada do
islamismo à Índia, a execução deste estilo chegou a ser proibida por ter forte
ligação com a cultura da seita vixnuísta (uma variedade do hinduísmo). Foram
necessários muitos séculos até que a tradição Odissi fosse retomada.
Atualmente, como você acompanhou no vídeo desta edição, este é um dos estilos
clássicos mais conhecidos no Ocidente.
KATHAK
ORIGEM – Surgiu às margens do rio sagrado Ganges
(também conhecido como Ganga), no norte do país.
SOM – A cítara, o
pakhwaj, o sarangi e a tabla são os principais instrumentos utilizados para
compor o estilo musical Hindustani, utilizado para a dança Kathak.
ESSÊNCIA – No início, essa
variedade correspondia ao estilo de dança aplicado por dançarinas itinerantes
nas antigas cortes hindus. Com influência da cultura muçulmana, estabeleceu-se
em definitivo como expressão típica do norte da Índia, marcada principalmente
pela rapidez dos giros de corpo e por uma ampla variedade de expressões
faciais.
KATHAKALI
ORIGEM – Tem como berço o sudoeste da Índia,
mais precisamente o estado de Kerala.
SOM – É um dos estilos em
que há maior variedade de instrumentos, como a chenda, o maddalam, o chengalam
e o elathalam, todos utilizados para ambientar a história representada.
ESSÊNCIA – Nascido da
influência das artes marciais e das danças folclóricas, o Kathakali exige
grande desempenho corporal e facial. Nesse estilo os dançarinos –
tradicionalmente homens – interpretam, como atores mesmo, histórias míticas que
compõem o imaginário indiano.
MOHINIYATTAM
ORIGEM – Assim como o Kathakali, também
nasceu no estado de Kerala.
SOM – A melodia é
composta pela percussão de instrumentos como o edakka, a chenda e o maddalam,
enquanto a tambura acompanha o vocal.
ESSÊNCIA – Corresponde a uma
mistura dos estilos Bharathanatyam e Kathakali com outras danças regionais. Por
ser executado apenas por mulheres, é um estilo que privilegia a graciosidade e
a suavidade dos movimentos. A delicadeza também deixa sua marca no figurino das
dançarinas.
KUCHIPUDI
ORIGEM – Nasceu às margens do rio Krishna,
sul da Índia, no povoado de Kuchipudi.
SOM – Flauta, violino e o
nattuvangan são os principais instrumentos que acompanham a melodia dessa
dança.
ESSÊNCIA – Criado como forma de devoção ao deus Shiva, o Kuchipudi pode ser
realizado em danças individuais ou dramáticas. A agilidade dos pés e a
intensidade dos movimentos são muito presentes nas performances desse estilo,
que estimula o equilíbrio e a concentração.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Marcelo Justino em um dia de trabalho muito cansativo mas muito gratificante, colocou a prova todo o seu talento, simpatia e acima de tudo respeito pela arte Tribal Brasil. parabéns para ele e para essas meninas que se encantaram com ele.
Marcelo Justino
Beth Fallahi
Paula Fallahi
Kcal Fallahi
Bruno Fallahi
Ariane, Juliet, Karen, Camila, Flavia, Paula, Paloma, Nayara, Marcio, Lidiane, Viviane, Marcela, Marystella, Cris
todos receberam certificados.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Escola Campo das Tribos e Rebeca Piñeiro, se formos traçar um plano para essa profissional, precisaríamos começar pelo início, planejarmos um meio e está muito longe de um fim, pois ela tem muito futuro pela frente.
Rebeca Piñeiro marcando um Workshop com Beth Fallahi
Rebeca com Anne e Glub na escola Campo das Tribos
Rebeca em São Francisco - Califórnia recebendo seu certificado de ATS
Escola Campo das Tribos no Mercado Persa
Ulan Daban
Copiei e colei do blogger da minha querida professora Rebeca Piñeiro
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O que é ATS® e ITS?
O que é ATS® e ITS?
Por Rebeca Piñeiro
Matéria exclusiva para Revista Shimmie Ampliando Conceitos
Por Rebeca Piñeiro
Matéria exclusiva para Revista Shimmie Ampliando Conceitos
Você já deve ter ouvido falar sobre um estilo de Tribal chamado ATS®. Mas, o que é ATS® afinal? A intenção deste artigo é esclarecer um pouco mais sobre o estilo e também a sua principal variação, o ITS (Improvisational Tribal Style).
O estilo American Tribal Style® mais conhecido como ATS® foi desenvolvido por Carolena Nericcio em São Francisco (CA), em meados dos anos 80. É um estilo de improvisação coordenada em grupo, onde a líder utiliza sinais corporais para se comunicar com as outras dançarinas e juntas, improvisam com base em um repertório de passos comum a todas. No ATS® não existe solo, sua principal regra é improvisar em grupo.
Carolena Nericcio foi aluna por muitos anos de Masha Archer, que por sua vez foi aluna de Jamila Salimpour. Sabe-se hoje, que esse “trio” foi o responsável pelo começo do “movimento Tribal” que atualmente conhecemos.
O estilo ATS® começou a ser desenvolvido após o término do grupo San Francisco Classic Troupe que Carolena Nericcio integrava dirigido por Masha Archer. Carolena quis dar continuidade a sua dança e passou a ministrar aulas, agregando novos conceitos e movimentos
ao que já existia. O nome “AmericanTribalStyle®” (estilo tribal americano), foi dado pela mesma para distanciar sua dança das raízes do oriente e deixar claro que seu estilo era uma criação norte-americana. Nasceu então o grupo FCBD® sigla para FatChanceBellyDance®, o primeiro grupo de ATS® do mundo, criado e dirigido por Carolena Nericcio em 1987. O nome do grupo foi uma sugestão bem-humorada de um amigo, baseando-se na reação tola que as dançarinas costumavam receber de leigos que muitas vezes enxergavam a dança como um mero entretenimento masculino. O significado da expressão em inglês “Fat Chance” é “sem chance, nem pensar ” ou seja, “Fat Chance you can have a private show” (sem chances de você ter um show particular).
Ao longo dos anos, o estilo ficou mundialmente conhecido, sofrendo modificações de suas praticantes como passos e formações, mas ainda assim nomeavam sua dança ATS®. Carolena Nericcio sentiu a necessidade de preservar a modalidade desenvolvida por ela baseada em muitos anos de estudo e prática, para isso, desenvolveu um sistema de formação atualmente exclusivo e registrado tendo direitos autorais reservados, que é basicamente composto por três etapas: General Skills, Teacher Training 1 e 2. O Certificando-se nesses cursos, passa-se a ser uma “Sister Studio” estando apta a dançar e ensinar o estilo respeitando suas regras e origens.
Chegamos então ao ponto ITS ( improvisational tribal style) ou seja, quem não for certificada OU não dançar fielmente os passos, formações e propostas do ATS® poderá nomear seu estilo de ITS tendo a liberdade para criar, modificar movimentos, formações e o que mais o grupo desejar. A única regra para o ITS é que seja improviso em grupo baseado no sistema desenvolvido para o ATS®.
Hoje, o ATS® é um vocabulário mundial. Quem conhece o estilo é capaz de dançar improvisando em grupo sem nunca ter dançado com aquelas pessoas antes. Já o ITS não é uma linguagem única, uma vez que cada grupo desenvolve seu próprio vocabulário. A base de ambos é o improviso coordenado em grupo. Dois exemplos sãos: FCBD® ( ATS®) e Unmata ( ITS).
Bons estudos!
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